Guadalajara, Mexico 

 

  Torello, Spain. (click to read the article in Catalan)

 

  

          Macau, China

 

 

Macau Fringe 2003

 

The realm of Terrae Ignota It started shyly at the beginning. The stone steps of St. Paul's ruins were slowly filling up and people were just sitting down and waiting. After all, on the 14th day of the Fringe it was inevitable the feeling of familiarity with some of the faces. Some of the hardliner fringers that I saw were in nearly every performance I attended. I wouldn't say that the feeling of anxiety about what I was going to see was new because I had seen "Terrae Ignota" with maestro Ernesto Cano and "Lunamorena" perform a couple of times since the start of the festival and had really enjoyed what I had seen and heard so far.

On a grey carpet improvising a stage, facing the steps of St.Paul's ruins, a myriad of instruments was scattered some hardly resembling material capable of producing music. The musicians took the stage barefoot and sat on the floor some of them with up to five or six different instruments around them, to play in turns. The concert opened with our heads turning back to the sound calling of shells.

It was the start of a musical journey through the world. Music that was "dedicated to mother Earth and to celebrate the joy of being here and alive"as pointed out by Raul Saldana, a versatile musician from Mexico and the group's spokesman. Lunamorena's dramatic puppets with the show "The one who makes the gods jump and dance" joined this truly international group with musicians from Mexico, Spain, U.S.A and Macao.

There was a brief pause to present and explain their strange-looking and traditional instruments, mostly from Aztec origin. A few, like those made of turtle shells, plain stones and the traditional "Rain stick" were made in Macao. Made of sand and seashells and a huge piece of bamboo that came ashore on Hac Sa Beach, the "Rain Stick" drew heart-felt"awws" and applause from the crowd.

Nobody was left indifferent to this joint performance. During the nearly two hours that the concert lasted the audience seemed to grow and a sort of empathy was installed between spectators and performers.

The show ended with a massive sing-along and the public joined the group at the top of their lungs even though the song was unknown. And clapping hands.

Everybody left with a friendly smile.

 

Raquel Magalhaes

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Press PORTO

Bodyspace, Porto, Portugal 4 Oct 2004

Terrae Ignota Gharana Rivoli

 

Porto A reuniao de culturas, independentemente da sua forma ou dos seus contornos de manifestacao, e sempre uma coisa bonita de se assistir. Quando acontece na musica, tem a capacidade de fundir mil e um sabores, cheiros, paisagens, lugares; consegue edificar nas mentes os rostos e as expressoes de pessoas que, embora parecam familiares, praticam o (nao deliberado) culto do anonimato.

E quase como uma maquina do tempo que mistura as sensacoes como quem baralha cartas ou organiza cuidadosamente uma coleccao de selos: o todo e sempre mais importante que as suas partes. Ou como um saco de bolas de varias cores, ou um arco-iris. Uma caixa repleta de cartas ou um quarto com espelhos em vez de paredes. A world music e sempre uma caixinha de surpresas.

Os Terrae Ignota Gharana – expressao que significa ?Familia de Terra Desconhecida? - sao um colectivo formado em Varanasi, uma cidade sagrada da India, por sete musicos provenientes de cinco paises distintos: de Espanha, Jaume Cata e Marc Planells; dos Estados Unidos da America, Chris Santos; da China, Heidi Che; do Mexico, Raul Saldana; finalmente, de Portugal, Rui Salgado e Ricardo Passos.

Estudaram os seus instrumentos, recolhidos em varios locais portadores de diferentes tradicoes musicais, e gravaram na Catalunha, no Verao de 2003, o auto-intitulado album de estreia, um veiculo para a fusao de sonoridades oriundas da Turquia, do Japao, da Catalunha, do Curdistao e de varios outros pontos do planeta. Para a estreia na cidade do Porto – toda a banda manifestou a sua alegria pela oportunidade –, um Rivoli muito bem composto.

No palco, uma linha de velas cobria toda a frente do palco. No meio, um castical. Atras, em cima de um pequeno estrado, os instrumentos. Sentados a chines (excepto Rui Salgado, o contrabaixista, que ficou de pe), os Terrae Ignota Gharana percorreram alguns dos temas do seu disco de estreia, como "Shakti", colorido por uma sitar e pelo sarangi – um instrumento de cordas da musica classica indiana tocado com um arco – e atravessado por uma melodia tao catchy quanto desenvolta, "Kurdistan", um tema que tem por base a musica tradicional do Curdistao, "Set Set", uma cancao que se constroi primeiramente de jogos de vozes cavernosas – a fazer lembrar um qualquer templo de monges - e se prolonga depois para uma pitoresca e colorida viagem pela Turquia. Ha ainda tempo para se ouvir os maravilhosos sons de guzheng, um instrumento tradicional chines com 21 cordas que se assemelha imediatamente a uma harpa, destemidos desafios entre varios instrumentos e alguns brilharetes.

Cada instrumento encontra o seu local perfeito para servir da melhor forma o conjunto.Por vezes dialogam entre si de uma forma harmoniosa.

As projeccoes de video – realizados ao vivo pelos Monkeyville (Raul Faria e Miguel Miranda) mostram o por do sol, o mar, as nuvens e todos os elementos da Natureza intrinsecamente diluidos na musica dos Terrae Ignota Gharana. Ha ainda paus de chuva, uma variedade imensa de instrumentos de percussao (todos eles acusticos), a voz de todos os elementos.

Durante mais de uma hora, fez-se o elogio a flutuacao do cosmos e a uniao das tribos.

E fez-se uma viagem. Longa e sem retorno.

 

Andre Gomes.

 

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El Periodico Divendres, Barcelona 3 Jun 2005

 

TERRAE IGNOTA GHARANA I L'EXPERIENCIA GLOBAL

 

La banda de fusio actua a L'Espai Els musics barcelonins Jaume Cata (veu, tabla i xilofon) i Marc Planells (sitar, llaut, shekere, guitarra i veu) estan darrere d'aquest singular projecte multicultural que es diu Terrae Ignota Gharana.

Es tracta d'un grup d'instruments acustics constituit per musics de cinc nacionalitats: a Cata i Planells se'ls uneixen els portuguesos Ricardo Passos (guitarra portuguesa, derbuka i veu) i Rui Salgado (contrabaix), aixi com Heidi Che (la Xina, a carrec de guzheng, veu i percussio), Chris Santos (Estats Units; saxo soprano i bansuri) i Raul Saldana (Mexic; sarangi, flauta i veu).

Tots ells donen cos a un projecte dedicat a la recreacio i fusio del bagatge sonor tradicional planetari des d'un enquadrament una mica espiritual: el viatge interior es la meta perseguida.

Per arribar a aquest elevat objectiu, Terrae Ignota Gharana passeja a traves de les musiques de la Xina, Mexic, Turquia, l'Africa.

Un menu d'aspiracions globals i amb ressonancies new age, que concedeix una quota de protagonisme per als instruments de percussio. Sobre l'escenari, la proposta es completa amb projeccions de video a carrec de l'equip Monkeyville.

 

 

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